terça-feira, 30 de setembro de 2008


"Expedição do Redescobrimento - um novo jeito de conhecer o Brasil"


Dia 7 de Outubro às 17h no SESC Tijuca


A Exposição "Expedição do Redescobrimento - um novo jeito de conhecer o Brasil" é uma das principais ações coletivas do Brasil Memória em Rede. O Brasil Memória em Rede é uma rede nacional de instituições e pessoas que valorizam o uso da memória como ferramenta de desenvolvimento social e cultural do país.


Na abertura da exposição será realizado um debate abordando os seguintes temas:

Memória e Tradições populares
Memória e Educação
Memória e Desenvolvimento Comunitário

Mesa de abertura – 17h (Teatro I)
Rodas de conversa – 18h (Teatro I)



SESC Tijuca
Rua Barão de Mesquita, 539
De 7 a 12 de Outubro

Informações
tel: 3183-2816
sobradocultural@gmail.com
fotografia.sobrado@yahoo.com.br

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

A primeira organização carioca da Rede

Há poucos dias fui visitar a primeira entidade carioca integrante do Pólo Regional do Rio de Janeiro, o CSAC. Foi um ótimo começo, muito empolgante e recompensador. A visita foi além da apresentação de uma entidade e seus projetos, foi pura história de vida, aliada à luta e emoção.
A entidade trabalha com a preservação da memória indígena, principalmente da etnia Guajajara que é formada por mais de 40 mil pessoas e se concentra especialmente no Maranhão. José Guajajara veio de sua aldeia, no Maranhão, há dez anos para estudar, hoje em dia estuda lingüística no Museu Nacional aqui no Rio de Janeiro. Sua história de vida na cidade caminhou junto com a história da entidade. A sede da organização se localiza em Thomás Coelho, bairro de periferia do Rio de Janeiro, o local foi ocupado há seis anos, depois de muita batalha com o tráfico e os próprios moradores da região que tinham objetivos diversos para o espaço. O galpão, que antes era uma sub-estação de energia elétrica do Metrô, se transformou num local onde já ocorreram cursos, mostras de arte indígena, e um ponto muito importante de memória indígena no Rio de Janeiro.
José e sua família vivem, basicamente, de artesanato, e costuma dar palestras, já desenvolveu trabalhos de canto, dança e mostra no SESC e no Museu do Indio entre outros.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

E começou a Expedição!

Essa semana fui à Belo Horizonte conhecer algumas entidades que possivelmente integrarão o pólo regional do Rio de Janeiro. Fui muito bem recepcionada pela orientadora do pólo regional de Goiás, Denísia Borba, que ajudou a me situar na cidade e a fazer uma pré-seleção das entidades a serem visitadas.

O roteiro começou na Diretoria Especial de Equipamentos Culturais, da Fundação Municipal de Cultura de BH, onde conversei com Bernardo Machado sobre o projeto “Olhares sobre Belo Horizonte: os centros culturais e seu lugar na cultura da cidade”. O projeto dá prioridade a um programa de formação cultural, com oficinas de sensibilização e iniciação, nas diversas linguagens artísticas, e um programa de identificação, registro e proteção do patrimônio e das identidades, que busca enraizar os centros culturais nas suas comunidades. Ligando esses eixos estão dois outros programas: um de incentivo à leitura e à reflexão e outro de difusão e intercâmbio cultural.

Seguindo o roteiro, eu ia encontrar a Dóris, do Cantando a História do Samba, um projeto muito interessante que trabalha com música e memória, mas infelizmente houve um desencontro e nosso contato está sendo via internet. Também conversei com a Rafaela, uma das colaboradoras do projeto SABIC -Associação de Amigos das Bibliotecas Comunitárias da Região Metropolitana de Belo Horizonte, que está criando uma rede entre dezoito bibliotecas comunitárias e incentivando encontros entres elas. Os livros são restaurados e catalogados com a ajuda de alunos de biblioteconomia das regiões e as atividades são as mais diversas: contação de história, doação de livros em praça pública, atividades culturais, etc. A Rafaela também é coordenadora da Associação Imagem Comunitária, que promove o acesso público aos meios de comunicação, construindo espaços na mídia para que grupos com poucas oportunidades de visibilidade se coloquem no debate público. Um dos seus principais projetos é a Rede Jovem de Cidadania, um projeto que tece uma rede de comunicação comunitária que reúne a juventude das nove regiões de BH. São realizadas produções de documentários, onde são criados espaços de reflexão e formação relativos à produção audiovisual propriamente dita (do roteiro à edição) e a criação e apropriação dos meios de comunicação, assim como construção de diversas ações de comunicação participativa. Eles desenvolvem tanto a parte técnica da comunicação – aprendizado em produção e disseminação da informação – como a linguagem, ou seja, a criação de propostas que levem em conta a experimentação estética e a construção coletiva do conhecimento.

A idéia era conhecer mais entidades, mas o tempo era curto e a lista de entidades interessantes imensa! Agora, seguiremos utilizando a internet como maior meio de contato.

A experiência foi incrível, é muito gratificante fazer parte desta iniciativa e ter contato com pessoas que têm tanto a acrescentar à Rede.

Até aproxima!