Essa semana fui à Belo Horizonte conhecer algumas entidades que possivelmente integrarão o pólo regional do Rio de Janeiro. Fui muito bem recepcionada pela orientadora do pólo regional de Goiás, Denísia Borba, que ajudou a me situar na cidade e a fazer uma pré-seleção das entidades a serem visitadas.
O roteiro começou na Diretoria Especial de Equipamentos Culturais, da Fundação Municipal de Cultura de BH, onde conversei com Bernardo Machado sobre o projeto “Olhares sobre Belo Horizonte: os centros culturais e seu lugar na cultura da cidade”. O projeto dá prioridade a um programa de formação cultural, com oficinas de sensibilização e iniciação, nas diversas linguagens artísticas, e um programa de identificação, registro e proteção do patrimônio e das identidades, que busca enraizar os centros culturais nas suas comunidades. Ligando esses eixos estão dois outros programas: um de incentivo à leitura e à reflexão e outro de difusão e intercâmbio cultural.
Seguindo o roteiro, eu ia encontrar a Dóris, do Cantando a História do Samba, um projeto muito interessante que trabalha com música e memória, mas infelizmente houve um desencontro e nosso contato está sendo via internet. Também conversei com a Rafaela, uma das colaboradoras do projeto SABIC -Associação de Amigos das Bibliotecas Comunitárias da Região Metropolitana de Belo Horizonte, que está criando uma rede entre dezoito bibliotecas comunitárias e incentivando encontros entres elas. Os livros são restaurados e catalogados com a ajuda de alunos de biblioteconomia das regiões e as atividades são as mais diversas: contação de história, doação de livros em praça pública, atividades culturais, etc. A Rafaela também é coordenadora da Associação Imagem Comunitária, que promove o acesso público aos meios de comunicação, construindo espaços na mídia para que grupos com poucas oportunidades de visibilidade se coloquem no debate público. Um dos seus principais projetos é a Rede Jovem de Cidadania, um projeto que tece uma rede de comunicação comunitária que reúne a juventude das nove regiões de BH. São realizadas produções de documentários, onde são criados espaços de reflexão e formação relativos à produção audiovisual propriamente dita (do roteiro à edição) e a criação e apropriação dos meios de comunicação, assim como construção de diversas ações de comunicação participativa. Eles desenvolvem tanto a parte técnica da comunicação – aprendizado em produção e disseminação da informação – como a linguagem, ou seja, a criação de propostas que levem em conta a experimentação estética e a construção coletiva do conhecimento.
A idéia era conhecer mais entidades, mas o tempo era curto e a lista de entidades interessantes imensa! Agora, seguiremos utilizando a internet como maior meio de contato.
A experiência foi incrível, é muito gratificante fazer parte desta iniciativa e ter contato com pessoas que têm tanto a acrescentar à Rede.
Até aproxima!